quarta-feira, 6 de julho de 2011

"What the World Needs Now... is Love, Sweet Love..."

Comecei este blog no meu aniversário, do ano passado. Em meio aos “famosos” questionamentos que o data exige, lembro de um filme “bobinho” que marcou o 29 de maio de um outro ano, o de 1998. Era ano de fechamento de ciclo, fim de um tudo, recomeço de outro tanto. Tempo de crescer.
O tal filme era “O Casamento do Meu Melhor Amigo”. Não esqueço, pois a chamada era recorrente e aquela “aura” de felicidade ingênua conseguia me levar, por 30 segundos, para um “lugar”, no mínimo mais doce e confortável. 98 passou. O ciclo fez sua jornada uma e outra vez e seguiu seu curso, numa vontade inexorável de que os fatos e, principalmente, o entendimento sobre eles, evoluíssem também.

Mudei de cabelo, de peso, de casa, de gente. Só não mudei de mim. Os anos passam e minha compreensão, ainda que precária, só confirma que a vida gira em torno do equilíbrio entre o dar e o receber, da valorização das pessoas que se importam, do caminhar de mãos dadas, da construção como forma de crescer. Não era o Ferris Buller que dizia para o Cameron que a vida era curta demais?













Pois é...só que para alguns muitos, isto significa hedonismo a qualquer custo, egoísmo à toda prova, comodidade  e covardia sem limites. Não julgo, nem condeno (ô exercício...). Só não acredito, nem quero. Não hoje. Por agora, ainda prefiro a opção em que as palavras têm peso e significado. Em que a “confiança” conquistada vira meio de transporte, em que o valor do “senso de perda” é um meio para não desperdiçar tempo ou pessoas e na esperança mais ínfima sobre todas as coisas.  

Vivendo outra fase de fechamento e recomeço, lembrei do filme, neste dia 29 também. Não da cena em que todos cantam “I´ll Say a Little Prayer for You”, nem da Cameron Diaz massacrando “I Just Don´t know What to Do With my Self”. Minha sequência favorita, é aquela na qual a Julia Roberts, depois de quase acabar com a cerimônia, senta arrasada no corredor de um hotel e, depois de receber um cigarro de um funcionário ( sim, era o Paul Giamatti) , ouve a seguinte frase: “Isto também vai passar”. Lei universal que vale para todos: Sejam conhecedores de seus ritos de passagem ou não, jovens, velhos, ocos sentimentais ou amantes inveterados. Sejam todos descrentes ou não. Tudo passa.


PS: Agradecimentos especiais ao "melhor amigo", vulgo Sr. V, por ajudar a transformar o último 29 de maio, num dia infinitamente mais bonito. Algo que faz muito bem, diga-se de passagem, o ano inteiro.
PS 2: É, eu tava com saudades deste blog. J

Um comentário:

  1. Alessandra Moína7 de julho de 2011 18:13

    Sr. V é o novo Mr. M??? hahahaha

    Lindo e certeiro, como sempre. os encontros e desencontros também fazem bem, mesmo que eles sejam com o blog ;)

    Um beijo enoooorme!
    (pro Sr. V tb! ;)

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