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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Yeah!"

Oi, meu nome é Domênica, e confesso sem medo: Meu primeiro video game foi um Dynavision. Pois é...ter um desses, na época em que todo mundo tinha Atari, era um tanto “out”, mas como acontece até os dias de hoje, a noção de homogenêidade nunca foi bem uma meta. Dito isso, volto a confessar: eu adorava aquele video game. Controle, peça indispensável.

O tempo passou, a tecnologia evoluiu, ganhei outros interesses e deixei os jogos de lado...mas nunca...nunca abandonei aquela sensação de ser a menina “diferente” do Dynavision. Fui a menina judia do colégio católico. A menina “moleque” que se quebrava inteira brincando e que passava mais tempo com adultos que com crianças. A menina que confiava mais em meninos que em meninas. E sim...fui a garota que pintava o cabelo de cores “absurdas” como a Ramona Flowers do Scott Pilgrim.

 

Lembro disso, ainda sob o efeito do filme visto sexta, no cinema. Esqueça a melhor montagem “que será copiada exaustivamente” dos últimos tempos. Esqueça o texto ágil e as onomatopéias literais. Esqueça a ótima trilha indie, no melhor estilo “Phoebe Buffay”. Esqueça que o “baixo” pode ser o instrumento mais legal de uma banda e que o Michael Cera assinou, de vez, o contrato de simbolo de uma geração..Sabe o que sobra, então? O menino “diferente” do Dynavision...Alguém que já quis ser o “Ferris”, mas que não liga muito em ser comparado ao "Cameron". Alguém que joga querendo acertar, passando por todas as "fases". Alguém que se entrega porque sabe que conseguir "vidas" ou chances, não é pra qualquer um.

O “Scott” em mim, sabe que a adolescência não determina o período de descobertas de uma vida (e olha que a minha já passou, faz algum tempo). Sabe que tirando qualquer estética cult (e incrível!), o que sobra é essência e que ser feliz é acreditar que, apesar dos pesares, novos combos virão. Game on!

Fato: Até o final do ano, compro um video game ( e a trilha do filme e as HQs e o que mais aparecer...). Ok, eu tô empolgada :) 


Scott Pilgrim VS The World in one minute from scott hutcheson on Vimeo.

domingo, 18 de julho de 2010

"Minuciosa Formiga/ Não Tem que se lhe Diga/Leva a sua Palhinha/ Asinha, Asinha..."

As formigas são conhecidas pela forma como se organizam em sociedade. São bem estruturadas, sabem se posicionar em grupo e seguem sua lider com mais lealdade que muitos followers do twitter.
Já vi muita gente comparar a sociedade “formigalêsca” a nossa. Como poderíamos aprender com elas, como são leais e úteis ao meio-ambiente e como se sacrificam nos “infântincêndios”, sem direito a defesa.
Em “Bon Temps”, decerto existem formigas, e lá também há uma clara metáfora sobre o ser humano. Na cidade, onde vivem os personagens de “True Blood”, vampiros, garçonetes, metamorfos,e outros bichos nos mostram o tempo todo que por trás de sua “estética trash-cult-porn”, se esconde a afirmação de tudo o que normalmente negamos e de tudo o que não conseguimos camuflar. Distante do ideal que se espera daquele mundo de insetos? Nem tanto.
Quando atacadas, as formigas se defendem picando o agressor. As mais famintas acariciam a antena alheia pra conseguir o que interessa e costumam ainda, engolir apenas a parte líquida do alimento. Lembra alguém?
Allan Ball, o produtor da série, conhece formigas, mas conhece mais ainda o ser humano. Sabe que ele é movido a desejo e que guarda na suposta ordenação diária, seu pedaço de caos. Sabe também, que quebrar essa constância “enfileirada”, é encarar a diferença entre morrer em vida ou vivê-la eternamente.
Moral da história? Por mais que sejamos distintos, mitificados ou brutalmente reais, somos extremamente semelhantes no quesito que mais importa: A aceitação das espécies. Essa constatação, por si só, já deveria fazer com que olhássemos com mais tolerância não só para as sociedades de formigas, vampiros, “viajantes na maionese”(oops)... mas principalmente, para o outro como reflexo de nós mesmos. Ai, ai...Deve ter groselha nessa bebida...